Pequenas Descobertas

Aos poucos vamos descobrindo que acordar é muito mais do que despertar pela manhã...

Frutos do descaso

Dizem que a onda de protestos em São Paulo, iniciadas neste fim de semana, são frutos da ação irresponsável de policiais militares que resultaram na morte do adolescente de apenas 17 anos, Douglas Rodrigues.

A Sociedade e seus valores

A decadência de determinados valores em nossa sociedade nos leva a uma perda incalculável nas relações sociais.

Carlos Drummond de Andrade

Quando ele nasceu e seu Anjo o disse que ele estava fadado a ser gauche na vida, nem meus avós eram nascidos. Quando ele faleceu,eu ainda não andava nem falava.

sábado, 14 de maio de 2016

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pequenas descobertas

Aos poucos vamos descobrindo que acordar é muito mais do que despertar pela manhã.

Descobrimos que há um mundo todo esperando por nós, mas nem todos serão corteses.

Descobrimos que precisamos ter paciência e que não resolve querer adiantar certos processos. 

Descobrimos que tentar adiantar esses processos é a melhor forma de atrasá-los ainda mais.

Descobrimos que não é possível contrariar as regras naturais e fazer o tempo voltar, por mais que você deseje.

Descobrimos que há coisas que nunca mais poderemos mudar, que simplesmente temos que aceitar.

Descobrimos que aceitar o passado é adquirir aprendizado. E é preciso manter o coração aberto para o que há de vir.

Descobrimos que os estereótipos são barreiras poderosas que impedem o nosso aprendizado. E muitas vezes nos deixam inertes em nossa jornada.

Descobrimos que amar é muito mais que o contato físico. É muito mais do que se pode mensurar.

Descobrimos que a esperança é o motor dos sonhos. E que todos os sonhos são possíveis de serem realizados, se você desejar de coração e fazer por merecer.

Descobrimos que saudade não sufoca. Ampara. Alivia. 

Descobrimos que por mais dolorosa que seja uma perda, a oportunidade de um dia ter tido aquilo que se perdeu, vale mais que tudo.

Descobrimos que as pessoas, por mais que as amamos e as desejamos, não nos pertencem e precisamos entender.

Descobrimos que a melhor forma de obter ajuda e ajudando.

Descobrimos que milagres existem e que muitas vezes não os percebemos acontecer.

Descobrimos que um pequeno ato, pode abrir precedentes de fatores futuros imensuráveis. Se o resultado será bom ou ruim, depende da atitude praticada.

Descobrimos que tudo é aprendizado. E não ficamos duros como pedras diante dos obstáculos. Apenas mais experientes. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Ilusão

Certas cenas impensadas
Que pudessem comigo acontecer
Como será chegar em casa
Após uma tarde com você?

Esperei por tanto tempo
Quem sabe por quem?
Se pudesse pediria ao tempo
Por aparecer este alguém.

Tardes de tristeza
Da menina no quintal
Um sorriso triste
Ou talvez só ilusão do vendaval.

Qual serão seus sentimentos?
Quanto tempo para realizar?
Quantas tardes sozinha,
Ela ainda irá passar?

Mas hoje foi diferente,
Mas quem sabe, talvez não.
Pode ter sido simplesmente
Outra peça da ilusão.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Frutos do descaso

Dizem que a onda de protestos em São Paulo, iniciadas neste fim de semana, são frutos da ação irresponsável de policiais militares que resultaram na morte do adolescente de apenas 17 anos, Douglas Rodrigues. A família do garoto, garante que ele trabalhava, estudava e tinha uma vida inteira pela frente, isso não se pode negar: um menino de 17 anos, realmente tem uma vida inteira pela frente. 

Com certeza não é apenas esse o motivo de tanta violência e indignação por porte dos protestantes. Há quanto tempo a população mais carente sofre com o desprezo e o descaso? Há quanto as pessoas de classe baixa estão esquecidas e marginalizadas? Há quanto tempo a polícia age de forma irresponsável, viola o direito dos cidadãos e fica tudo por isso mesmo? Quantos Douglas já foram assassinados por quem deveria protegê-los?

A morte do estudante foi apenas o estopim. Os gritos que se calaram por anos, estouraram nas gargantas. Não é possível mais aguentar tanta injustiça. O que a TV chama de vândalos, eu vejo como injustiçados. Enquanto eles estavam calados e esquecidos nos morros e nas periferias das grandes e pequenas cidades, estava tudo bem. Agora que todos sabem que eles existem e que não vão mais aceitar as condições sub-humanas e o descaso do poder publico em que sempre viveram, caracterizá-los como vândalos não será o bastante para mandá-los de volta para o submundo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Alunos estão na expectativa para a 16º edição do Intercâmbio Cultural BH – Jabó


O encontro será realizado neste sábado (27) na Faminas, em Belo Horizonte


Estudantes de 10 Escolas mineiras se preparam para o grande encontro promovido pelo Intercâmbio Cultural BH – Jabó. Os participantes trocaram cartas ao longo do ano e no próximo sábado (27), se reúnem para conhecer pessoalmente o correspondente. O Projeto já recebeu vários prêmios, um deles internacional.

O projeto idealizado pelas irmãs e professoras de Língua Portuguesa, Ana Maria Pereira de Siqueira, Ilma Pereira Nunes Moreira e Patrícia Auxiliadora Pereira Marques, consiste na correspondência interescolar, via cartas, entre estudantes durante o ano letivo. “É um projeto de grande relevância. Incentiva os alunos a escrever, resgata a escrita manual, que tem sido esquecida na era da informática. E ainda permite a socialização entre as escolas. É motivo de orgulho seguir com o projeto que sempre será incentivado pela escola”, afirma o diretor da LEMAF, João Bosco Marques.

O ganho cultural e intelectual dos alunos vai além da troca de cartas e o encontro com o correspondente. O resgate do ato de comunicar através da escrita proporciona aos estudantes uma nova experiência, já que muitos utilizam a internet ou o telefone para este fim e grande parte deles nunca recebeu uma carta. “Os alunos dão a alma para escrever, motivados por estarem escrevendo para um leitor real. Essa foi a melhor maneira encontrada para incentivar os alunos a escrever de forma autônoma e criativa. É possível observar também, o espírito de união que toma conta da turma durante a execução do projeto”, afirma Patrícia Auxiliadora.
O Intercâmbio Cultural BH – Jabó 2012 irá envolver alunos de escolas de Belo Horizonte, Jaboticatubas, Santana do Riacho, São José de Almeida e Serra do Cipó. Muitos irão participar pela primeira vez, como os alunos do 9º ano Gabriela de Souza, Sintia de Castro, Lohane Rosa e Matheus Victor. “Espero conhecer uma pessoa bacana com quem eu possa continuar a amizade. Quero trocar telefone, e-mail e contatos nas redes sociais quando nos conhecermos, para manter o contato”, contou Gabriela.

A ansiedade é outro desafio que os alunos enfrentam. Até mesmo os alunos veteranos no projeto contam os dias para conhecer o correspondente. “Participei pela primeira vez em 2009 e posso definir o Intercâmbio como um evento fantástico para os alunos. Eu tenho contato com o meu correspondente, nos tornamos grandes amigos. Estou na expectativa para este ano, que acredito que será tão bom quanto nos anteriores”, contou a aluna do 3º ano Laís Nayara.

O estudante do 3º ano Leonardo dos Santos, define bem o espírito do Projeto. “O Intercâmbio ajuda a expressar, através da escrita, o que esta sendo banalizado com a internet. Auxilia na leitura, ajuda na nossa forma de expressar, além de permitir conhecer novos amigos e novas culturas. A carta gera expectativa tanto para quem escreve quanto para quem recebe. É muito bom saber que alguém gastou um pouco do seu tempo para escrever especialmente para você”, contou o estudante.

O Projeto
O projeto ocorre em dois momentos, ao longo do ano os alunos participantes do projeto trocam cartas com estudantes de outras escolas. Pelas regras, eles não podem trocar número de telefone, e-mails ou endereço de perfil nas redes sociais. “Fazemos um acordo de cavalheiros e eles respeitam”, contou Ana Maria.

A curiosidade de conhecer o correspondente termina no encontro entre todas as escolas, que acontecerá no próximo sábado. O evento envolve apresentações culturais, danças e a confraternização entre os alunos, que também visitaram pontos turísticos de Belo Horizonte.

Prêmios
O Intercâmbio Cultural BH – Jabó recebeu vários prêmios, dentre eles o 1º lugar na Mostra de Língua Portuguesa promovida pelo SESC nos de 2003, 2004 e 2005. Também em 2004 recebeu o Prêmio Paulo Freire e no mesmo ano o Projeto foi apresentado no Fórum Internacional de Educação, em Porto Alegre.

Em 2005 o Projeto recebeu o Prêmio Péter Murányi, um dos mais cobiçado entre os países abaixo da linha do Equador devido a sua importância para comunidade cientifica internacional. As três irmãs, idealizadoras do Projeto, também foram convidadas para uma entrevista no Programa Jô Soares. “Foi maravilhoso receber o Prêmio e ver o nosso trabalho sendo reconhecido. A entrevista no Programa do Jô ajudou a divulgar o Intercâmbio, que até então poucas pessoas conheciam”, lembra Ana Maria.

sábado, 20 de outubro de 2012

O que aprendi da vida


Eu sempre achei que tudo seria encanto na vida,
Sempre pensei que tudo passaria,
Sempre pensei que tudo se esclareceria,
Sempre pensei que ser honesta bastaria.

Descobri que não há encanto,
Tudo são fantasias e ilusões,
Um Mundo perfeito não existe,
Cada um por si, só decepções.

Descobri que nada passa,
As coisas só mudam de lugar,
Quem sofre, sofrerá a vida inteira,
Não importa quantos nem quem vai se machucar.

Descobri que nada se esclarece,
Os maus sempre conseguem vencer,
Ao contrário dos filmes e novelas,
Os inocentes não conseguem sobreviver.

Descobri que ser honesta não é tudo,
Há sempre algum mentiroso com poder de persuasão,
Não importa o quanto você honra sua palavra,
Alguém tentará te atropelar, por inveja e ambição.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Por um momento

Por um momento me sinto feliz,
Foi-se embora a tristeza,
Preencheu-se o vazio.

Por um momento eu sou aquela menina,
Que acredita que tudo pode ser diferente,
Que vale apena confiar, só mais uma vez.

Por um momento o meu sorriso é só um sorriso mesmo,
Puro, sem mostrar minhas tristezas,
Mesmo que elas estejam explícitas em meus olhos.

Por um momento eu quis acreditar,
Que aquele momento seria eterno,
Que eu poderia vivê-lo para sempre.

Por um momento eu volto à realidade,
Escuto a razão e sou obrigada a acreditar nela,
Pois sei que no fim, ela estará certa.

Por um momento eu me embriago em pensamentos,
Penso em correr atrás de algo que eu sei que não vai estar lá,
Por um momento eu tento esquecer,
É então que tudo recomeça...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

16 de fevereiro, Dia do Repórter

Ser jornalista é muito mais que paixão. É se esforçar para levar informações importantes, denunciar atos que não condizem com a moralidade. É também mostrar o que há de bom em um povo e sua cultura! Ser jornalista é a minha escolha e me orgulho muito por isso.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Feliz Ano Novo...

Final de ano é um dos tempos mais estranhos que já vi. É engraçado como um clima envolvente de paz e fraternidade parece tomar conta das pessoas. Como somos solidários nesta época! Presépios montados, pisca-pisca nas janelas, abraços nas esquinas...

Então, apagam-se as luzes dos fogos de artifícios, cura-se as últimas ressacas e aqui estamos nós de novo. Início de janeiro, IPTU, IPVA, aumento para todos os lados, as dívidas de fim de ano, cartão de crédito estourado...

O espírito de solidariedade apagou-se junto com as luzes mágicas que estouraram no céu enquanto o ano virava. Voltamos a ser cada um por si e é tudo o que importa. Ninguém sorri mais, ninguém diz: “bom dia” ou qualquer saudação parecida.

Agora estamos diante de um ano inteiro pela frente, até chegar o fim de ano...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Não é problema meu?

Primeiro desviaram muito dinheiro que poderia ser aplicado em obras socais, mas eu não precisava.

Depois deixaram de construir hospitais para atendimentos especializados, mas eu não estava doente.

Depois os médicos fizeram greves por falta de condições de trabalho, mas não era problema meu.

Em seguida minha avó morreu em busca de atendimento médico, mas aí já não era problema de ninguém...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Sociedade e seus valores

A decadência de determinados valores em nossa sociedade nos leva a uma perda incalculável nas relações sociais. Não há respeito entre os indivíduos, cada um vive como se estivesse só no mundo, e pior, tem aqueles que acreditam veemente ser o centro do universo. As pessoas honestas, preocupadas com o bem comum, são vista por grande parte da sociedade como “otárias”. Resumindo, chega a ser vergonhoso ser honesto.

A grande preocupação hoje é como criar um filho neste mundo violento, carente de valores e onde as pessoas valem pelo o que tem e não por aquilo que elas são. Tão preocupante quanto isso, é criar um filho que respeite ao próximo e que compreenda o valor da vida em conjunto. Embora a educação "venha de berço", a sociedade também influencia, e muito, na formação de caráter do individuo.

É preocupante os rumos que o mundo está tomando. Gerações inteiras estão se perdendo nas drogas, no fanatismo religioso e “patriota”, em acidentes pelas estradas, na violência que já invade nossas casas e diversos outros fatores que podem levar a raça humana à autodestruição.

O que me surpreende é que ainda acreditam que a chave do sucesso e para solução desses problemas está nas mãos das crianças. Ouvi isso quando era criança, e grande parte da minha geração se perdeu... O que mais me preocupa é que hoje uma grande parcela das nossas crianças já estão perdidas...


“Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.” (Vladimir Maiakóvski)

domingo, 30 de outubro de 2011

Carlos Drummond de Andrade


Amanhã, 31 de outubro, seria aniversário de Carlos Drummond de Andrade, grande poeta mineiro. Quando ele nasceu e seu Anjo o disse que ele estava fadado a ser gauche na vida, nem meus avós eram nascidos. Quando ele faleceu, em 1987, eu ainda não andava, nem se quer sabia falar. Vim aprender sobre ele ainda criança, nos livros de Português dos meus irmãos mais velhos.

Como fiquei maravilhada e jurando ser mentira a história da “Quadrilha”, que diz que:

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Isso até eu amar e descobri que meu grande amor amava outra pessoa, até eu perder um grande amigo por motivos trágicos, até eu conhecer as histórias das outras pessoas.

Como poderia um poeta saber como seria a vida das pessoas, se nem sequer conhecê-las? E agora José? Se ele mesmo diz que não seria o poeta de um mundo caduco e nem cantaria o mundo futuro?

Antes mesmo de tropeçar pela primeira vez em uma pedra, soube que haveria uma pedra no meio do caminho, e nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra. Grande Carlos! Grande poeta. Contrariou seu anjo torto. Presente de formar viva, mesmo não estando em vida.

sábado, 29 de outubro de 2011

Intercâmbio Cultural BH-Jabó

























segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Conferência Estadual de Minas Gerais sobre o novo Código de Processo Civil









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